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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Vago pra me encontrar

Vago pra me encontrar
em ambientes vago...
ambientes vagos...

Vagarosamente
"devagar e sempre"
ando, sem parar
Vagando
buscando uma vaga
para minha vacância
aqui  faltar

ah, alugar!
há lugar
um lugar
pra preencher
devagar
para "desvagar"
meu coração 
e menos vago ficar

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Celestial Ilusão

Me sinto um tanto
arrebentado
por dentro
escorraçado
despedaçado, não sei
é como se um lente negra cobrisse meus olhos
todo o tempo,
obscurecendo
evanescendo...
Eu
nesses tempos
como que um peso de chumbo
pendulasse em meu coração!

Então, paixão?
Desespero pra quê?
Esperar mais um dia amanhecer
esperar essa dor morrer
e fazer nascer uma nova aurora
de prata
lunar
o celestial arrebatamento
Serenidade até o momento

Olha quem morreu!
Fui eu! Fui eu!
Outra vez, fui eu, fui eu!
(culpa nossa de cada dia)

Um dia eu fui
e não voltei mais
só pra retornar
de vez em quando!
Sabe como é né?
Então...
praia
sol
E um pouco de pinhão
subir a serra
cerração
correção
coração
sem ação
congelei!
eu congelei
de novo
e de novo eu!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Abandono

Tenho percebido toda minha indelicadeza, oh minha alma
percebo que apenas quando dói meu peito
que venho te visitar nessas singelas palavras
Mas será isso tudo que tenho para oferecer?
estou eu invertendo a ordem das coisas?
Serei eu o agraciado pela visita da alma, que me graceja com a
importância de suas sagradas palavras?
Esta sangria em meu coração, não seria seu fluxo de amor?
este sangue que escorre e queima meu peito
esta tristeza que me aproxima da morte
este desencanto que a nada parece me levar,
me conduziu até aqui...
meus pensamentos que vagam em torturas
está difícil de ver os horizontes
como numa noite ou princípio de manhã,
uma alvorada enevoada coberta de brumas de dúvidas
A paz  me deixou, é ocupada pelo vazio
O comichão infernal de perdidos paraísos
a inconstância da beleza que sempre me visita
e torna a fustigar-me,
oh minh’alma!!
essa dor de existir, de não existir, de duvidar de uma realidade
de duvidar, mas sentir o peso,
o pesar de viver sem morrer
e vagar pelos desertos de uma existência sem fim, de dores
inexprimíveis!
Contorce-se dentro de mim, meu angustiado coração
a competição entra em uma rota desesperadora
apenas lágrimas salvar-me-iam da forca,
deste aperto afetivo
O peso de estar aqui me comove, me abate,
decifra-me o odor dessa espelunca infernal!
meu corpo está repleto de desejos
meus lábios não se saciam
então me entrego a esta negra noite, que me abraça
me deixa nesse profundo inferno,
que obscurece a vista em olhos repletos de luz!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A mente de um insano

Viajo no mar a sonhar a voar
penso que posso ser isso
sem compromisso
componho isso
vivo isso
morro isso
arrisco aquilo
para sair disso
negar disso
detestar isso
viajem no mar para acampar
a noite estrelar a noiva carmim
desdenha da ordem secreta dos desejos sombrios
as mães de seus tios erram assim
detestam o horror das festas
assim assim assim
atesta, a testa, testa a festa
girar em falso o cadafalso a morte aos falsos
detesta o rir assobia pra mim
ignora o perdão
assusta o anão
javali infernal, uma peste invernal
o rei imperial
detesta o mal
implora vegetal
destoa o sem sal

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

o réquiem do meu agora

É como se uma tumba achasse
e esse achado me deixasse
parado
e neste estado,
sem ação ou noção
me invade uma mórbida reflexão
Nietzsche valida sua concepção
ao andar e andar...
falta-me amar e amar
e um mar
este presente ingrato,
mas eu que sou insensato
e qual a uma velha
acendo uma vela
em minha própria tumba
(feita para mim)
que retumba
e reflete
a face que me compete
e meu superior maxilar arranca
como esperança numa carranca
podre e rota, a face
diante desse mundo afora
aqui dentro comtemplo
o réquiem do meu agora...



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sem forma

Sem planos
Sem rotas
Sem rumos esse ano
De tanto insistir em ser
Aquilo que não se é
Perdi a fé
Vivo a tomar café
Pra manter-me acordado
Para pelos sonhos
Não ser sequestrado
Não ver o real
Então acordar
Para continuar a sonhar

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sol da meia-noite



Se sou conscientemente pessimista 
e deixo o otimismo brotar 
em símbolos de esperança do inconsciente
sou levado a tomar pelo entusiasmo 
apesar do aparente marasmo
apesar de sem saída, alí dentro surge vida
para que apesar do ceticismo presente, na mente
possa o persistente perseverante eclodir e compensar.
Tal qual o sol brilhar na meia-noite